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Edifício A Noite

  • 7 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

É comum no Brasil e. principalmente no Rio, os apelidos. Todos brasileiro já deve ter cruzado com alguém na vida que o apelido é Batata ou Russo. Pois bem, com prédios é a mesma coisa. O Edifício Joseph Gire ganhou o apelido de A Noite por ser sede do jornal homônimo durante muitos anos e assim ficou conhecido. Contudo, o nome oficial leva o nome do arquiteto autor do projeto.



Teve seus anos de glória na época de sua inauguração, quando era o maior arranha-céu da América Latina. Seus 22 andares de concreto armado o mantiveram com o título de altão durante 4 anos, quando foi ultrapassado pelo Edifício Martinelli. Diferente dos arranha-céus norte americanos, que eram estruturados por inteiro de aço, o A Noite é integralmente construído de concreto armado o que tornou o edifício mais alto desse método na ocasião.


Ao longo de sua vida foi sede de instituições conhecidas do cidadão carioca: o Jornal A Noite, Radio Nacional e por último o INPI. Desde a entrega do último ocupante, o imóvel encontra-se vazio. Hoje (2021) é um ativo (ou passivo?) do governo federal que tenta vende-lo através de leilão. Esperamos que o novo proprietário crie um produto adequado e que ajude nos esforços pela recuperação do centro.


O responsável pelo projeto foi o arquiteto francês mais carioca e queridinho dos Guinles, Joseph Gire. Conhecido por diversas obras de arte na antiga capital, Gire escolheu explorar o estilo Art Deco nesse empreendimento, caracterizado pelo trabalho de volumetria da fachada e seu pergolado estrutural na cobertura.


Do ponto de vista histórico, foi um marco para o processo de verticalização da cidade sendo o primeiro arranha-céu da cidade. Desde sua construção, a região central da cidade seguiu em forte expansão imobiliária de grandes edifícios, até 2017, quando a vacância dos imóveis da região cresceu significamente e hoje enfrenta desafios para ocupar esses imóveis.

 
 
 

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